1 de janeiro de 2011

D. José Policarpo

Devem ser inúmeras as questões em que estamos em desacordo (serão?...).
Não nos podemos esquecer que, por questões de disciplina (e, espero eu, de convicção), há uma política e uma doutrina que, obrigatoriamente, tem de respeitar.
Mas, independentemente do tudo isto, não reconhecer a forma de excepcional prudência, razoabilidade, moderação, ponderação e, porque não dizê-lo, de alguma abertura (a abertura possível) com que D. José Policarpo, Cardeal Patriarca de Lisboa, tem dirigido os destinos da Igreja Católica em Portugal, é um erro.
Por isso mesmo, e independentemente dos nossos desacordos, D. José Policarpo é um homem que eu ouço e leio sempre com redobrada atenção e prazer.

Ana Gomes

Diz a opinião publicada que é uma desbocada.
Que é desbragada.
Que é uma fala-barato.
Que é agressiva.
Que é inconveniente.
Que é imprudente.
Que, às vezes, até é mal-educada.
Até já a comparam a um “rotweiller”.
Pode ser isso tudo; pode até ser muitomais.
Mas é uma mulher de coragem, de muita coragem e, na sociedade actual do politicamente correcto, fazem falta, muita falta, pessoas como Ana Gomes.
Pessoas que travam as suas batalhas por convicções e não por interesses tácticos (pessoais ou dos grupos com quem tem afinidades).
Pessoas que, sem qualquer tipo de problema, colocam os interesses do colectivo à frente dos seus interesses pessoais ou dos grupos que representam, mesmo que para isso tenham de afrontar o “establishment”.
Enfim, pessoas com coragem, com muita coragem.
Apreendi a respeitá-la e admirá-la aquando do processo de independência de Timor-Leste.
E, gradualmente, essa admiração e respeito têm vindo a aumentar.

Será que é só a mim que isto faz muita confusão?

Segundo o NCV a Câmara Municipal de Castelo de Vide contratou à Nivelvias, SA, por ajuste directo, os trabalhos de pavimentação de um troço do caminho entre o Pomarinho e o Ribeiro da Fonte à empresa Nivelvias com um custo de 22 428 €.
O prazo previsto para a execução da obra é de 30 dias mas, ainda segundo o NCV, a obra já se encontra executada há vários meses.
Segundo os registos da base de dados da contratação pública, em 2009 foram efectuadas pelo Município de Castelo de Vide a esta mesma empresa 5 contratações por adjudicação directa no montante global de 122 785, 81 €.
Recorda ainda o NCV que, antes da Nivelvias, SA, outras empresas do grupo ou com sócios comuns, como a Belovias-Construções, Lda e a Nivelvias-Sociedade Unipessoal, Lda (todas com a mesma sede social em Mação) foram também contratadas pela Câmara Municipal de Castelo de Vide, no passado recente, para a execução trabalhos da mesma natureza.
Será que só a mim este tipo de processos coloca reservas?
Será que é só a mim que isto faz muita confusão?