16 de janeiro de 2010

Alguém falou em demagogia e eleitoralismo?

Talvez a maioria das pessoas não saiba mas, hoje em dia, há 5% do valor de IRS a pagar por cada um de nós que pode, na sua totalidade, ser-nos devolvido.
Para tal é necessário que cada Município decida, desses 5%, qual a percentagem que reverte para os cofres do Município e qual a percentagem que deve ser devolvida aos contribuintes desse concelho.
Esta decisão é tomada ano a ano pelos Executivos, sendo depois aprovada (ou não) pelas respectivas Assembleias Municipais.
Em Castelo de Vide sempre foi decidido pela maioria do PSD que a totalidade destes 5% deveria reverter para os cofres do Município (segundo me julgo lembrar sempre com a oposição do PS e da CDU).
No ano passado a taxa proposta e aprovada foi de 3%, o que quer dizer que relativamente ao IRS de 2009, cada contribuinte castelovidense verá ser-lhe devolvido (ou deduzido no valor a pagar) um valor adicional de 2%.
Curiosamente 2009 foi ano de eleições em barda, tivemos europeias em Junho, legislativas em Setembro e por último, mas certamente determinante neste tipo de decisões, autárquicas em Outubro.
Na última Assembleia Municipal foi aprovada a proposta do Executivo relativa à participação variável de IRS (é este o nome correcto) de 2010 que será, de novo, 5%, i.e., relativamente ao IRS de 2010 a totalidade dos 5% reverterá a favor dos cofres do Município.
Tudo para o Município, nada para os contribuintes.
Claro que as eleições autárquicas já passaram, mas esse é um facto que não deve ter tido qualquer relevância nesta decisão, não acham?
Alguém falou em demagogia e eleitoralismo?

Mas no que é que eles estavam a pensar?

A “Taxa Municipal de Direitos de Passagem” é uma taxa que se pode aplicar ou não (é decisão de cada Município) às comunicações fixas e consiste num valor que acresce à factura do operador de comunicações, é cobrada por esse operador e depois deveria ser entregue ao Município em causa.
No caso específico de Castelo de Vide aplica-se quase exclusivamente aos assinantes dos telefones da PT.
Na última Assembleia Municipal foi aprovada a proposta do Executivo relativamente a esta taxa para 2010.
Por unanimidade.
Isto quer dizer que quer o PSD, quer o PS, quer a TI consideraram que esta taxa deveria aplicar-se em 2010 e, nesse contexto, que é razoável onerar os munícipes, por ser fundamental para as finanças do Município (conclusão minha).
Esta taxa já foi, em anos transactos, aprovada pela maioria do PSD.
Até hoje nunca o Presidente da Câmara soube explicar quais as expectativas de receita que esta taxa traz ao Município e mais, nunca soube informar sobre quais os valores recebido dos operadores de comunicações ou quais os valores que o Município deveria ter recebido desses operadores e não recebeu.
Se bem me lembro, chegou mesmo a informar que os operadores de comunicações nunca tinham transferido nada para a autarquia, embora o tivessem cobrado aos utentes.
Informou agora que parece haver cerca de 3 € para receber (não me enganei, foram mesmo cerca de 3 € (seiscentos escudos em dinheiro antigo))!...
Como a história prova esta taxa serve para onerar os munícipes de Castelo de Vide e para gerar receitas para os operadores de comunicações fixas.
Para as finanças do Município é que ela não tem qualquer utilidade!
No entanto a Assembleia Municipal achou por bem aprovar mais esta taxa.
Por unanimidade!...
Alguém me consegue explicar no que é que aquelas dezanove alminhas, que supostamente nos representam a todos, estavam a pensar na hora da votação?

9 de janeiro de 2010

Comentadores políticos e Politólogos

Nos últimos anos assistiu-se ao aparecimento de uma nova classe: os comentadores políticos e politólogos.
Começou com o Prof. Marcelo e, a partir daí foi um ver se te avias.
Nada tenho contra a classe e muito menos contra as opiniões individuais de cada um destes senhores, só que, com o passar do tempo, muitos deles deixaram de emitir opiniões e análises, passando a enunciar verdades absolutas e indiscutíveis sobre as quais o comum dos mortais deve pura e simplesmente dizer ámen. - eles sabem o que é bom, o que é mau, o que se deve fazer e o que não se deve fazer.
Como em tempos alguém afirmou de forma muito infeliz “…não têm duvidas e raramente se enganam…”.
E aí o Zé Povinho deve desconfiar.
Para mais quando, no meu entender, a selecção pelos meios de comunicação social desta rapaziada deixa muito a desejar relativamente à equidade, equilíbrio e representação do tecido social português.
É muito difícil de compreender que, num País sociologicamente de esquerda, o posicionamento destes “comentadores político” e “politólogos” que nos são impingidos pelos diversos meios de comunicação social (rádio, televisão e imprensa escrita) caia tão claramente para a direita.
Referindo só os mais mediáticos e publicitados (por ordem alfabética, para não ferir susceptibilidades) vêm logo à baila nomes como Alfredo Barroso, Ana Sá Lopes, Antonio Costa, António Lobo Xavier, Antonio Vitorino, Bettencourt Resende, Carlos Abreu Amorim, Carlos Magno, Clara Ferreira Alves, Constança Cunha e Sá, Daniel Oliveira, Emídio Rangel, Fernanda Câncio, Francisco José Viegas, Joana Amaral Dias, Luis Delgado, Marcelo Rebelo de Sousa, Maria João Avilez, Medina Carreira, Miguel Sousa Tavares, Nicolau Santos, Pacheco Pereira, Pedro Marques Lobo, Ricardo Costa, Vasco Pulido Valente ou Vicente Jorge Silva.
Faça-se agora um exercício de posicionamento político destes senhores, tendo em conta as posições que regularmente tomam e veja-se a que conclusão se chega.
Já pensaram nisto?
Eu já tirei as minhas há muito tempo, e os meus amigos?

Lampião (1)

Limpinho e sem espinhas.
O Glorioso ganhou ao Porto e só faltou que a vitória fosse mais expressiva, tendo em conta o que se passou na Catedral e a evidente e clara supremacia do Glorioso no jogo - um só golo foi pouco.
Pela primeira vez, de há alguns anos a esta parte, o Glorioso jogou como é habitual no Porto e o Porto parecia o Benfica de Quique ou Camacho a jogar.
O que faz alguma confusão é ouvir os muitos “especialistas” e “comentadores” passarem horas a discutir o possível fora de jogo do Urreta, a possibilidade do penalty do Peixoto sobre o Hulk ou se a bola bateu ou não na mão do Cardoso quando, os dois lances sobre os quais não há qualquer duvida ou discussão é o penalty perdoado ao Porto por mão do Rodriguez e a expulsão do mesmo jogador por claro jogo violento sobre o Javi Garcia.
Sintomático da transparência e imparcialidade desta malta.
Depois venham cá falar em “branqueamento” de lances a favor do Glorioso ou que o Glorioso anda a ser levado ao colo.
Para terminar, David Luis: um gigante!...

7 de janeiro de 2010

Discos (1)

Dark Side of the Moon, oitavo álbum de estúdio dos Pink Floyd, editado em 1973 é considerado pela maioria dos críticos e fãs como a obra-prima da banda.
O álbum foi, à época, um marco do rock progressivo sendo considerado uma ponte entre o blues rock clássico e a nova música electrónica.
São no entanto os tons suaves e as nuances líricas e musicais que fazem deste álbum uma obra à parte.
Canções como “Breathe”, "Time", "Money" ou “Us and Them” fazem parte integrante da cultura de mais do que uma geração.
Nos EUA, Dark Side of the Moon é o 18º álbum mais vendido de sempre, tendo permanecido 740 semanas nas tabelas da Billboard Magazine e permanecendo, no seu período mais longo, 591 semanas consecutivas nelas.

Recursos qualificados

A Carmo é funcionária da Câmara Municipal de Castelo de Vide, possui uma licenciatura, uma pós-graduação e vários cursos de formação (e julgo não serem estas competências muito frequentes nos trabalhadores da nossa autarquia).
A Carmo coordenou, nos últimos 8 anos, os serviços da Biblioteca Municipal.
Que eu saiba sem qualquer tipo de reparo, reserva ou critica por parte da sua entidade patronal.
No âmbito de uma “reestruturação” que ainda ninguém entendeu foi, logo a seguir às eleições autárquicas, transferida para a Sinagoga.
Supostamente para trabalhar num “projecto” que ninguém conhece e sobre o qual pouco ou nada se sabe.
Hoje em dia, na Sinagoga, a Carmo abre a porta, fecha a porta, não tem secretária, não tem telefone, não tem computador, não tem nada.
Abençoada organização que pode assim “prescindir” das competências de um dos seus quadros mais qualificados.
Como é óbvio uma pergunta fica no ar: será que esta “transferência” teve alguma coisa a ver com o facto de a Carmo ser esposa do João Augusto?

4 de janeiro de 2010

É preciso transparência (nos outros!...)

Uma das primeiras decisões do novo Executivo de Castelo de Vide foi decidir (com os votos contra dos Vereadores do PS) que as sessões públicas do Executivo se reduziam para uma (desde os tempos imemoriais todas as reuniões do Executivo eram publicas).
Quando todo o mundo e especialmente o PSD falam de transparência e de clareza esta decisão é, no mínimo, incompreensível.
É demonstrativa de uma forma de estar na política e de uma vontade (falta dela!) de ser transparente e escrutinado nos fóruns onde se deve estar disponível e responder, politicamente, pelo que se faz ou não, pelas decisões que se tomam (ou não) e que influenciam a vida de todos nós em Castelo de Vide.
É sempre mais fácil ser sujeito a este escrutínio na petiscada com os amigos ou numa qualquer tasca, do que ser confrontado com questões incómodas numa sessão pública da qual, ainda por cima, se lavra uma acta.
Enfim, sem querer ser mau, explicações só encontro uma: poupar o Ribeiro à exposição quinzenal das suas manifestações públicas de rezinguice, má educação, incompetência e falta de capacidade de esclarecer quem o questiona (na maioria das vezes por nem conseguir perceber a pergunta!...).
Claramente, a asfixia e claustrofobia democrática tão badalada pelo PSD tem-se instalado, paulatinamente, em Castelo de Vide e domina a gestão autárquica da nossa terra.
Pergunte-se ao Pacheco Pereira, à Manuela Ferreira Leite, ao Aguiar Branco, ao Zé Manel Fernandes e aos outros grandes paladinos da transparência, da clareza e da democracia (quando exigida aos outros!...) o que pensam desta decisão do Ribeiro!...

3 de janeiro de 2010

Penso, logo existo (Cogito, ergo sum)

Cogito, ergo sum (penso, logo existo) é uma conclusão do filósofo e matemático francês René Descartes que a enuncia após duvidar de sua própria existência, mas a comprova ao ver que pode pensar e, se está sujeito à tal condição, deve de alguma forma existir.
Descartes pretendia fundamentar o conhecimento humano em bases sólidas e seguras (em comparação com as fundamentações do conhecimento medievais).
Para tanto, questionou e colocou em dúvida todo o conhecimento aceite como correcto e verdadeiro (utilizando-se assim do cepticismo como método, sem, no entanto, assumir uma posição céptica).
Ao pôr em dúvida todo o conhecimento que julgava ter, concluiu que apenas poderia ter certeza que duvidava.
Se duvidava, necessariamente então também pensava, e se pensava necessariamente existia (sinteticamente: se duvido, penso; se penso, existo).
Por meio de um complexo raciocínio baseado em premissas e conclusões logicamente necessárias, Descartes concluiu que podia ter certeza de que existia porque pensava.
Apesar de Descartes ter usado um raciocínio semelhante ao silogismo aristotélico, a ideia de Descartes era anunciar a verdade primeira "eu existo" de onde surge todo o desejo pelo conhecimento.
A frase "Cogito, ergo sum" aparece na tradução latina do trabalho escrito por Descartes, “Discours de la Méthode” (1637), escrito originariamente em francês e traduzido para latim anos mais tarde.
(Wikipédia)