31 de dezembro de 2010

Devo estar doido!...

Por uma vez de acordo com Paulo Portas (espero que só desta!...).
Nem mesmo Salazar teve a coragem de eliminar o abono de família.
O nosso actual governo nalguns casos eliminou, noutros, reduziu.
Mas não era suposto termos um governo de centro-esquerda e socialista?

30 de dezembro de 2010

Geração nem-nem

Dá que pensar, a reflexão do Rui Rocha, no Delito de Opinião.

Livros (1)

Escrito por Soeiro Pereira Gomes e dedicado aos "...filhos dos homens que nunca foram meninos..." “Esteiros” é publicado em 1941 (na altura, com ilustrações de Álvaro Cunhal) e é um daqueles livros que, bastam para consagrar e definir um escritor.
O romance acompanha "... as deambulações de um grupo de miúdos (...), cuja condição social lhes impõe, em vez da escola, o trabalho numa rudimentar fábrica de tijolos à beira-Tejo...".
“Esteiros” é a história cruzada do Gineto, do Gaitinhas, do Guedelhas, do Sagui, do Malesso, do Maquineta e de tantos outros, os operários-meninos dos telhais à beira dos esteiros do Tejo.
É, duma forma geral e quase unânime, considerado como o romance por excelência do “neo-realismo” português.
Joaquim Soeiro Pereira Gomes nasceu a 14 de Abril de 1909 em Vilar - Gestaçô (Porto), vindo a falecer em Lisboa a 7 de Dezembro de 1949.
Militante e dirigente comunista, Soeiro Pereira Gomes foi membro do Comité Central do Partido Comunista Português, o que o levou a entrar na clandestinidade em 1943, condição em que viria a morrer seis anos depois, vítima de tuberculose.
Soeiro Pereira Gomes escreveu, para além de “Esteiros”, “Engrenagem”, “Contos Vermelhos”, “Última Carta” e “Refúgio Perdido”, todos publicados postumamente.

O Coiso

Recomenda-se visita.
Da autoria do Artur Santos Silva.
Que entre outras coisas colaborou no "Pão com Manteiga", um marco para a malta da minha geração.
Que entre outras coisas escreveu "Cinquenta histórias pouco clínicas mas muito cínicas" e "É preciso muita saúde para ser tão doente" - um fartote de rir, infelizmente só ao alcance de poucos.
E ainda por cima é lampião militante.
Recomenda-se.

22 de dezembro de 2010

Aurélio Márcio

Faleceu ontem, com 91 anos, Aurélio Márcio, jornalista de “A Bola”.
Era uma das referências do jornalismo desportivo em Portugal.
Era do tempo em que o jornalismo desportivo era notícia, análise e discussão.
Em que o jornalismo desportivo era jornalismo.
Para quem, como eu, quase aprendeu a ler com “A Bola”, Aurélio Márcio foi e será sempre uma referência do que deveria (deverá?) ser o jornalismo desportivo.
Infelizmente, com poucos seguidores…

São uns bacanos

O Cavaco é um bacano.
A malta do PSD são uns bacanos.
Sobre as “remunerações compensatórias” que o Governo Regional dos Açores decidiu atribuir a uma parte dos funcionários públicos regionais, Cavaco disse (finalmente disse alguma coisa sobre algo) que tinha dúvidas sobre a sua constitucionalidade.
Sobre o mesmo assunto, o inefável Miguel Relvas, douto secretário-geral do PSD, qualificou de “vergonhosa” esta decisão dizendo ainda que (e passo a citar) “...não podem existir exigências para uns e não para outros...”, que “...não podem haver excepções...” e que “...o exemplo vem de cima, pelo que a igualdade nos sacrifícios deve ser um valor em si mesmo...”.
Curiosamente, nem a Cavaco, nem a Miguel Relvas se ouviu ainda qualquer tipo de análise ou comentário, por exemplo, à decisão do Governo Regional da Madeira de manter o "subsídio de insularidade" atribuído aos funcionários da administração pública regional e local na Madeira e que em 2011 deverá custar "só" cerca de 7,4 milhões de euros!...
São uns bacanos, esta malta…

16 de dezembro de 2010

Privilégios Regionais (Madeira)

Alberto João Jardim e o Governo Regional da Madeira vão manter em 2011 o subsídio de insularidade num valor correspondente a 30 por cento dos salários aos funcionários da administração pública regional e local no Porto Santo e de mais dois por cento aos da Madeira.
Este complemento salarial custará 7,4 milhões de euros.
Tal como no caso dos Açores, é relevante perceber que os madeirenses já são largamente compensados dos seus custos de insularidade através de várias benesses fiscais e pelas transferências e subvenções (gordas, gordíssimas) que anualmente recebem via OE – Lei das Finanças Regionais e que, em última análise, são pagas pelos impostos de todos nós, continentais.
É claro que no caso da Madeira já não há qualquer esperança que alguma vez percebam que a solidariedade tem dois sentidos e não pode, nem deve, ser chamada à coação só quando é necessário os continentais contribuírem com a sua para resolver os problemas insulares (como foi, por exemplo o caso das enxurradas recentes que atingiram a ilha).
Mais uma vez a Madeira, Alberto João Jardim e os sociais-democratas madeirenses mantêm-se ao nível mais elevado de dislate, da falta de senso, de caciquismo e de oportunismo político.
Como aliás sempre nos habituaram.

Privilégios Regionais (Açores)

Carlos César e o Governo Regional dos Açores decidiram atribuir “remunerações compensatórias” a uma larga fatia dos funcionários públicos regionais, para os compensar dos cortes e congelamentos remuneratórios inscritos no OE.
Estima-se em cerca de 3 milhões de euros o valor destas compensações.
É relevante perceber que os açorianos (tal como os madeirenses) já são largamente compensados dos seus custos de insularidade através de várias benesses fiscais e pelas transferências e subvenções (gordas, gordíssimas) que anualmente recebem via OE – Lei das Finanças Regionais.
Benesses e transferências que, em ultima análise, são pagas pelos impostos de todos nós, continentais.
É triste, chocante e imoral esta leitura que os socialistas açorianos têm das dificuldades que o País atravessa e da solidariedade que devem a todos os portugueses.
Era bom que percebessem que a solidariedade tem dois sentidos e não pode, nem deve, ser chamada à coação só quando é necessário os continentais contribuírem com a sua para resolver os problemas insulares.
Com esta medida os Açores, Carlos César e os socialistas açorianos colocam-se ao nível do dislate, da falta de senso, do caciquismo e do oportunismo político que estamos habituados a ver noutros arquipélagos vizinhos.

Carlos Pinto Coelho

Faleceu hoje, com 66 anos, o jornalista Carlos Pinto Coelho.
Durante 9 anos apresentou, diariamente, o magazine “Acontece” na RTP2, verdadeiro exemplo do que deveria ser o “serviço público de radiodifusão”.
Só por isso, Carlos Pinto Coelho merece esta referência.
Como ele sempre acabava o programa, “E assim, Acontece”.

13 de dezembro de 2010

Há fome em Portugal (?)

No seguimento do meu ultimo post, “O Jumento” é clarinho que nem água.
Nada a acrescentar.

11 de dezembro de 2010

A vergonha da fome

Cavaco Silva diz que a fome existente em Portugal nos deve envergonhar a todos.
A mim envergonha-me.
Muito.
A ele, parece-me que nem por isso.
Se há alguém com especiais responsabilidades no que se passa hoje em dia em Portugal, esse alguém é Cavaco Silva que, nos últimos 30 anos, foi 10 anos Primeiro-ministro e prepara-se para ser outros tantos Presidente da República.
E se alguém com este tipo de responsabilidades e permanência no poder se sentisse verdadeiramente envergonhado com a fome que grassa hoje em dia em Portugal só poderia tomar uma atitude: demitir-se, retirar-se da vida pública e ir para a Travessa do Possolo adorar a Maria.
Se tivesse vergonha na cara.
Se verdadeiramente se sentisse envergonhado.
É por isso que eu acho que a ele, Cavaco Silva, o assunto não o envergonha assim tanto.

Declaração Universal dos Direitos do Homem

Cada vez mais necessária.

Prepotência e absurdo

Porque será que me parece que o João Pinto Castro põe o dedo na ferida (no bl-g- -x-st-)?

7 de dezembro de 2010

Dignidade

Gostava de ter sido capaz de escrever o que o Pedro Marques Lopes escreveu (no DN via União de Facto).

4 de dezembro de 2010

Arte (1)

Guernica (1937)
Pablo Picasso
Centro Nacional de Arte Rainha Sofia (Madrid)

3 de dezembro de 2010

Que alivio!...

Felizmente as “cabeças pensantes” da FIFA tiveram mais bom senso que os ibéricos e resolveram, vá se lá saber porquê, atribuir a organização do Mundial de Futebol de 2018 à Rússia.
Em boa hora.
Pelos espanhóis não posso falar, mas relativamente a nós, acho que só podemos agradecer.
Assim, para além de uma operação com um retorno financeiro mais que duvidoso, onde não iríamos ser mais do que uma pequena bengala para os espanhóis conseguirem os votos dos países de expressão portuguesa (por exemplo teríamos o mesmo numero de jogos que a Galiza e muito menos que o do País Basco e, se me parece lógico que a final fosse em Madrid, já me parece inaceitável que, por contrapartida o jogo inaugural não fosse em Portugal), não vamos ter de passar os próximos anos a ouvir falar de “desígnios nacionais” e das consequentes derrapagens de custos, sem explicações plausíveis e, pior que isso, sem responsáveis por elas.
Por tudo isto, muito obrigado FIFA.

Namasté

- Mestre, como faço para me tornar um sábio?
- Boas escolhas.
- Mas como fazer boas escolhas?
- Experiência - diz o mestre.
- E como adquirir experiência, mestre?
- Más escolhas.