30 de dezembro de 2010

Livros (1)

Escrito por Soeiro Pereira Gomes e dedicado aos "...filhos dos homens que nunca foram meninos..." “Esteiros” é publicado em 1941 (na altura, com ilustrações de Álvaro Cunhal) e é um daqueles livros que, bastam para consagrar e definir um escritor.
O romance acompanha "... as deambulações de um grupo de miúdos (...), cuja condição social lhes impõe, em vez da escola, o trabalho numa rudimentar fábrica de tijolos à beira-Tejo...".
“Esteiros” é a história cruzada do Gineto, do Gaitinhas, do Guedelhas, do Sagui, do Malesso, do Maquineta e de tantos outros, os operários-meninos dos telhais à beira dos esteiros do Tejo.
É, duma forma geral e quase unânime, considerado como o romance por excelência do “neo-realismo” português.
Joaquim Soeiro Pereira Gomes nasceu a 14 de Abril de 1909 em Vilar - Gestaçô (Porto), vindo a falecer em Lisboa a 7 de Dezembro de 1949.
Militante e dirigente comunista, Soeiro Pereira Gomes foi membro do Comité Central do Partido Comunista Português, o que o levou a entrar na clandestinidade em 1943, condição em que viria a morrer seis anos depois, vítima de tuberculose.
Soeiro Pereira Gomes escreveu, para além de “Esteiros”, “Engrenagem”, “Contos Vermelhos”, “Última Carta” e “Refúgio Perdido”, todos publicados postumamente.

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