4 de janeiro de 2010

É preciso transparência (nos outros!...)

Uma das primeiras decisões do novo Executivo de Castelo de Vide foi decidir (com os votos contra dos Vereadores do PS) que as sessões públicas do Executivo se reduziam para uma (desde os tempos imemoriais todas as reuniões do Executivo eram publicas).
Quando todo o mundo e especialmente o PSD falam de transparência e de clareza esta decisão é, no mínimo, incompreensível.
É demonstrativa de uma forma de estar na política e de uma vontade (falta dela!) de ser transparente e escrutinado nos fóruns onde se deve estar disponível e responder, politicamente, pelo que se faz ou não, pelas decisões que se tomam (ou não) e que influenciam a vida de todos nós em Castelo de Vide.
É sempre mais fácil ser sujeito a este escrutínio na petiscada com os amigos ou numa qualquer tasca, do que ser confrontado com questões incómodas numa sessão pública da qual, ainda por cima, se lavra uma acta.
Enfim, sem querer ser mau, explicações só encontro uma: poupar o Ribeiro à exposição quinzenal das suas manifestações públicas de rezinguice, má educação, incompetência e falta de capacidade de esclarecer quem o questiona (na maioria das vezes por nem conseguir perceber a pergunta!...).
Claramente, a asfixia e claustrofobia democrática tão badalada pelo PSD tem-se instalado, paulatinamente, em Castelo de Vide e domina a gestão autárquica da nossa terra.
Pergunte-se ao Pacheco Pereira, à Manuela Ferreira Leite, ao Aguiar Branco, ao Zé Manel Fernandes e aos outros grandes paladinos da transparência, da clareza e da democracia (quando exigida aos outros!...) o que pensam desta decisão do Ribeiro!...

1 comentário:

  1. E só há uma por mês porque assim é exigido por lei.
    Completamente de acordo contigo.Haja coragem e capacidade de chamar "as coisas" pelo nome.

    Nas poucas reuniões que assisti, poucos eram os cidadãos presentes para além dos eleitos.Sempre “os eleitos se congratularam” e agradeceram a presença desses poucos que lá iam. Provavelmente sem entender que quem lá vai apenas cumpre serviço à democracia, não fazendo favor a mais alguém.

    Falsa “ congratulação”. Pelos vistos, nada mais desagradável que ter alguém que possa opinar sobre o pretenso quintal, mandado por alguns.

    Claro que as vezes se sentem incomodados. Porque “ pessoalizam” a crítica política. É assim com a mediocridade. Pensa-se que está no centro do mundo. “ se não estás comigo és contra mim”.Fim da discussão.

    De facto, numa comunidade tão pequena (em cidadãos) como a nossa, como se justifica a diminuição de sessões com intervenção do Público? Não venham dizer que é por excesso de trabalho!.
    Talvez por tudo o que dizes. Mas principalmente porque (ainda) não entendermos a democracia para além de um jogo eleitoral.

    Se legalmente fosse possível, será que não se interditaria “o público” de participar?

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