1 de janeiro de 2011

D. José Policarpo

Devem ser inúmeras as questões em que estamos em desacordo (serão?...).
Não nos podemos esquecer que, por questões de disciplina (e, espero eu, de convicção), há uma política e uma doutrina que, obrigatoriamente, tem de respeitar.
Mas, independentemente do tudo isto, não reconhecer a forma de excepcional prudência, razoabilidade, moderação, ponderação e, porque não dizê-lo, de alguma abertura (a abertura possível) com que D. José Policarpo, Cardeal Patriarca de Lisboa, tem dirigido os destinos da Igreja Católica em Portugal, é um erro.
Por isso mesmo, e independentemente dos nossos desacordos, D. José Policarpo é um homem que eu ouço e leio sempre com redobrada atenção e prazer.

Ana Gomes

Diz a opinião publicada que é uma desbocada.
Que é desbragada.
Que é uma fala-barato.
Que é agressiva.
Que é inconveniente.
Que é imprudente.
Que, às vezes, até é mal-educada.
Até já a comparam a um “rotweiller”.
Pode ser isso tudo; pode até ser muitomais.
Mas é uma mulher de coragem, de muita coragem e, na sociedade actual do politicamente correcto, fazem falta, muita falta, pessoas como Ana Gomes.
Pessoas que travam as suas batalhas por convicções e não por interesses tácticos (pessoais ou dos grupos com quem tem afinidades).
Pessoas que, sem qualquer tipo de problema, colocam os interesses do colectivo à frente dos seus interesses pessoais ou dos grupos que representam, mesmo que para isso tenham de afrontar o “establishment”.
Enfim, pessoas com coragem, com muita coragem.
Apreendi a respeitá-la e admirá-la aquando do processo de independência de Timor-Leste.
E, gradualmente, essa admiração e respeito têm vindo a aumentar.

Será que é só a mim que isto faz muita confusão?

Segundo o NCV a Câmara Municipal de Castelo de Vide contratou à Nivelvias, SA, por ajuste directo, os trabalhos de pavimentação de um troço do caminho entre o Pomarinho e o Ribeiro da Fonte à empresa Nivelvias com um custo de 22 428 €.
O prazo previsto para a execução da obra é de 30 dias mas, ainda segundo o NCV, a obra já se encontra executada há vários meses.
Segundo os registos da base de dados da contratação pública, em 2009 foram efectuadas pelo Município de Castelo de Vide a esta mesma empresa 5 contratações por adjudicação directa no montante global de 122 785, 81 €.
Recorda ainda o NCV que, antes da Nivelvias, SA, outras empresas do grupo ou com sócios comuns, como a Belovias-Construções, Lda e a Nivelvias-Sociedade Unipessoal, Lda (todas com a mesma sede social em Mação) foram também contratadas pela Câmara Municipal de Castelo de Vide, no passado recente, para a execução trabalhos da mesma natureza.
Será que só a mim este tipo de processos coloca reservas?
Será que é só a mim que isto faz muita confusão?

31 de dezembro de 2010

Devo estar doido!...

Por uma vez de acordo com Paulo Portas (espero que só desta!...).
Nem mesmo Salazar teve a coragem de eliminar o abono de família.
O nosso actual governo nalguns casos eliminou, noutros, reduziu.
Mas não era suposto termos um governo de centro-esquerda e socialista?

30 de dezembro de 2010

Geração nem-nem

Dá que pensar, a reflexão do Rui Rocha, no Delito de Opinião.

Livros (1)

Escrito por Soeiro Pereira Gomes e dedicado aos "...filhos dos homens que nunca foram meninos..." “Esteiros” é publicado em 1941 (na altura, com ilustrações de Álvaro Cunhal) e é um daqueles livros que, bastam para consagrar e definir um escritor.
O romance acompanha "... as deambulações de um grupo de miúdos (...), cuja condição social lhes impõe, em vez da escola, o trabalho numa rudimentar fábrica de tijolos à beira-Tejo...".
“Esteiros” é a história cruzada do Gineto, do Gaitinhas, do Guedelhas, do Sagui, do Malesso, do Maquineta e de tantos outros, os operários-meninos dos telhais à beira dos esteiros do Tejo.
É, duma forma geral e quase unânime, considerado como o romance por excelência do “neo-realismo” português.
Joaquim Soeiro Pereira Gomes nasceu a 14 de Abril de 1909 em Vilar - Gestaçô (Porto), vindo a falecer em Lisboa a 7 de Dezembro de 1949.
Militante e dirigente comunista, Soeiro Pereira Gomes foi membro do Comité Central do Partido Comunista Português, o que o levou a entrar na clandestinidade em 1943, condição em que viria a morrer seis anos depois, vítima de tuberculose.
Soeiro Pereira Gomes escreveu, para além de “Esteiros”, “Engrenagem”, “Contos Vermelhos”, “Última Carta” e “Refúgio Perdido”, todos publicados postumamente.

O Coiso

Recomenda-se visita.
Da autoria do Artur Santos Silva.
Que entre outras coisas colaborou no "Pão com Manteiga", um marco para a malta da minha geração.
Que entre outras coisas escreveu "Cinquenta histórias pouco clínicas mas muito cínicas" e "É preciso muita saúde para ser tão doente" - um fartote de rir, infelizmente só ao alcance de poucos.
E ainda por cima é lampião militante.
Recomenda-se.

22 de dezembro de 2010

Aurélio Márcio

Faleceu ontem, com 91 anos, Aurélio Márcio, jornalista de “A Bola”.
Era uma das referências do jornalismo desportivo em Portugal.
Era do tempo em que o jornalismo desportivo era notícia, análise e discussão.
Em que o jornalismo desportivo era jornalismo.
Para quem, como eu, quase aprendeu a ler com “A Bola”, Aurélio Márcio foi e será sempre uma referência do que deveria (deverá?) ser o jornalismo desportivo.
Infelizmente, com poucos seguidores…

São uns bacanos

O Cavaco é um bacano.
A malta do PSD são uns bacanos.
Sobre as “remunerações compensatórias” que o Governo Regional dos Açores decidiu atribuir a uma parte dos funcionários públicos regionais, Cavaco disse (finalmente disse alguma coisa sobre algo) que tinha dúvidas sobre a sua constitucionalidade.
Sobre o mesmo assunto, o inefável Miguel Relvas, douto secretário-geral do PSD, qualificou de “vergonhosa” esta decisão dizendo ainda que (e passo a citar) “...não podem existir exigências para uns e não para outros...”, que “...não podem haver excepções...” e que “...o exemplo vem de cima, pelo que a igualdade nos sacrifícios deve ser um valor em si mesmo...”.
Curiosamente, nem a Cavaco, nem a Miguel Relvas se ouviu ainda qualquer tipo de análise ou comentário, por exemplo, à decisão do Governo Regional da Madeira de manter o "subsídio de insularidade" atribuído aos funcionários da administração pública regional e local na Madeira e que em 2011 deverá custar "só" cerca de 7,4 milhões de euros!...
São uns bacanos, esta malta…

16 de dezembro de 2010

Privilégios Regionais (Madeira)

Alberto João Jardim e o Governo Regional da Madeira vão manter em 2011 o subsídio de insularidade num valor correspondente a 30 por cento dos salários aos funcionários da administração pública regional e local no Porto Santo e de mais dois por cento aos da Madeira.
Este complemento salarial custará 7,4 milhões de euros.
Tal como no caso dos Açores, é relevante perceber que os madeirenses já são largamente compensados dos seus custos de insularidade através de várias benesses fiscais e pelas transferências e subvenções (gordas, gordíssimas) que anualmente recebem via OE – Lei das Finanças Regionais e que, em última análise, são pagas pelos impostos de todos nós, continentais.
É claro que no caso da Madeira já não há qualquer esperança que alguma vez percebam que a solidariedade tem dois sentidos e não pode, nem deve, ser chamada à coação só quando é necessário os continentais contribuírem com a sua para resolver os problemas insulares (como foi, por exemplo o caso das enxurradas recentes que atingiram a ilha).
Mais uma vez a Madeira, Alberto João Jardim e os sociais-democratas madeirenses mantêm-se ao nível mais elevado de dislate, da falta de senso, de caciquismo e de oportunismo político.
Como aliás sempre nos habituaram.

Privilégios Regionais (Açores)

Carlos César e o Governo Regional dos Açores decidiram atribuir “remunerações compensatórias” a uma larga fatia dos funcionários públicos regionais, para os compensar dos cortes e congelamentos remuneratórios inscritos no OE.
Estima-se em cerca de 3 milhões de euros o valor destas compensações.
É relevante perceber que os açorianos (tal como os madeirenses) já são largamente compensados dos seus custos de insularidade através de várias benesses fiscais e pelas transferências e subvenções (gordas, gordíssimas) que anualmente recebem via OE – Lei das Finanças Regionais.
Benesses e transferências que, em ultima análise, são pagas pelos impostos de todos nós, continentais.
É triste, chocante e imoral esta leitura que os socialistas açorianos têm das dificuldades que o País atravessa e da solidariedade que devem a todos os portugueses.
Era bom que percebessem que a solidariedade tem dois sentidos e não pode, nem deve, ser chamada à coação só quando é necessário os continentais contribuírem com a sua para resolver os problemas insulares.
Com esta medida os Açores, Carlos César e os socialistas açorianos colocam-se ao nível do dislate, da falta de senso, do caciquismo e do oportunismo político que estamos habituados a ver noutros arquipélagos vizinhos.

Carlos Pinto Coelho

Faleceu hoje, com 66 anos, o jornalista Carlos Pinto Coelho.
Durante 9 anos apresentou, diariamente, o magazine “Acontece” na RTP2, verdadeiro exemplo do que deveria ser o “serviço público de radiodifusão”.
Só por isso, Carlos Pinto Coelho merece esta referência.
Como ele sempre acabava o programa, “E assim, Acontece”.

13 de dezembro de 2010

Há fome em Portugal (?)

No seguimento do meu ultimo post, “O Jumento” é clarinho que nem água.
Nada a acrescentar.

11 de dezembro de 2010

A vergonha da fome

Cavaco Silva diz que a fome existente em Portugal nos deve envergonhar a todos.
A mim envergonha-me.
Muito.
A ele, parece-me que nem por isso.
Se há alguém com especiais responsabilidades no que se passa hoje em dia em Portugal, esse alguém é Cavaco Silva que, nos últimos 30 anos, foi 10 anos Primeiro-ministro e prepara-se para ser outros tantos Presidente da República.
E se alguém com este tipo de responsabilidades e permanência no poder se sentisse verdadeiramente envergonhado com a fome que grassa hoje em dia em Portugal só poderia tomar uma atitude: demitir-se, retirar-se da vida pública e ir para a Travessa do Possolo adorar a Maria.
Se tivesse vergonha na cara.
Se verdadeiramente se sentisse envergonhado.
É por isso que eu acho que a ele, Cavaco Silva, o assunto não o envergonha assim tanto.

Declaração Universal dos Direitos do Homem

Cada vez mais necessária.

Prepotência e absurdo

Porque será que me parece que o João Pinto Castro põe o dedo na ferida (no bl-g- -x-st-)?

7 de dezembro de 2010

Dignidade

Gostava de ter sido capaz de escrever o que o Pedro Marques Lopes escreveu (no DN via União de Facto).

4 de dezembro de 2010

Arte (1)

Guernica (1937)
Pablo Picasso
Centro Nacional de Arte Rainha Sofia (Madrid)

3 de dezembro de 2010

Que alivio!...

Felizmente as “cabeças pensantes” da FIFA tiveram mais bom senso que os ibéricos e resolveram, vá se lá saber porquê, atribuir a organização do Mundial de Futebol de 2018 à Rússia.
Em boa hora.
Pelos espanhóis não posso falar, mas relativamente a nós, acho que só podemos agradecer.
Assim, para além de uma operação com um retorno financeiro mais que duvidoso, onde não iríamos ser mais do que uma pequena bengala para os espanhóis conseguirem os votos dos países de expressão portuguesa (por exemplo teríamos o mesmo numero de jogos que a Galiza e muito menos que o do País Basco e, se me parece lógico que a final fosse em Madrid, já me parece inaceitável que, por contrapartida o jogo inaugural não fosse em Portugal), não vamos ter de passar os próximos anos a ouvir falar de “desígnios nacionais” e das consequentes derrapagens de custos, sem explicações plausíveis e, pior que isso, sem responsáveis por elas.
Por tudo isto, muito obrigado FIFA.

Namasté

- Mestre, como faço para me tornar um sábio?
- Boas escolhas.
- Mas como fazer boas escolhas?
- Experiência - diz o mestre.
- E como adquirir experiência, mestre?
- Más escolhas.

29 de novembro de 2010

Lampião (2)

O que se passa com David Luis?
Alguém me consegue explicar o que se passa para que, um jogador que na época passada estava ao nível dos melhores defesas centrais do mundo, se tenha transformado, como por artes mágicas, num defesa central com uma produção verdadeiramente mediana (e algumas vezes mesmo medíocre)?
Realmente há coisas que tenho muita dificuldade em entender!...

27 de novembro de 2010

Só surpreende quem anda distraído...

António Marinho Pinto foi, de novo, reeleito Bastonário da Ordem dos Advogados.
Com cerca de 50% dos votos expressos.
Se calhar pela sua postura frontal e desassombrada (o que não é costume neste País).
Se calhar por dizer o que lhe vai na cabeça e não fazer fretes.
Se calhar por se parecer mais com o Povo do que com as elites intelectuais.
Independentemente de toda a cacetada a que tem sido sujeito pelos fazedores de opinião do costume na comunicação social.
Independentemente de toda a teia de interesses em que se movimenta o mundo dos advogados (nomeadamente dos grandes escritórios) e a quem, de todo, não interessava que Marinho Pinto fosse reeleito Bastonário das Ordem dos Advogados.
Se calhar por tudo isto é que metade dos advogados que foram votar, acharam que quem melhor os representava era Marinho Pinto.
É uma boa notícia para os advogados.
É uma excelente notícia para o País.
Parabéns, Marinho Pinto.

Procura-se, vivo ou morto

Procura-se, vivo ou morto, o famoso “Orçamento Participativo” do Município de Castelo de Vide.
Dão-se alvíssaras a quem o encontrar.

16 de janeiro de 2010

Alguém falou em demagogia e eleitoralismo?

Talvez a maioria das pessoas não saiba mas, hoje em dia, há 5% do valor de IRS a pagar por cada um de nós que pode, na sua totalidade, ser-nos devolvido.
Para tal é necessário que cada Município decida, desses 5%, qual a percentagem que reverte para os cofres do Município e qual a percentagem que deve ser devolvida aos contribuintes desse concelho.
Esta decisão é tomada ano a ano pelos Executivos, sendo depois aprovada (ou não) pelas respectivas Assembleias Municipais.
Em Castelo de Vide sempre foi decidido pela maioria do PSD que a totalidade destes 5% deveria reverter para os cofres do Município (segundo me julgo lembrar sempre com a oposição do PS e da CDU).
No ano passado a taxa proposta e aprovada foi de 3%, o que quer dizer que relativamente ao IRS de 2009, cada contribuinte castelovidense verá ser-lhe devolvido (ou deduzido no valor a pagar) um valor adicional de 2%.
Curiosamente 2009 foi ano de eleições em barda, tivemos europeias em Junho, legislativas em Setembro e por último, mas certamente determinante neste tipo de decisões, autárquicas em Outubro.
Na última Assembleia Municipal foi aprovada a proposta do Executivo relativa à participação variável de IRS (é este o nome correcto) de 2010 que será, de novo, 5%, i.e., relativamente ao IRS de 2010 a totalidade dos 5% reverterá a favor dos cofres do Município.
Tudo para o Município, nada para os contribuintes.
Claro que as eleições autárquicas já passaram, mas esse é um facto que não deve ter tido qualquer relevância nesta decisão, não acham?
Alguém falou em demagogia e eleitoralismo?

Mas no que é que eles estavam a pensar?

A “Taxa Municipal de Direitos de Passagem” é uma taxa que se pode aplicar ou não (é decisão de cada Município) às comunicações fixas e consiste num valor que acresce à factura do operador de comunicações, é cobrada por esse operador e depois deveria ser entregue ao Município em causa.
No caso específico de Castelo de Vide aplica-se quase exclusivamente aos assinantes dos telefones da PT.
Na última Assembleia Municipal foi aprovada a proposta do Executivo relativamente a esta taxa para 2010.
Por unanimidade.
Isto quer dizer que quer o PSD, quer o PS, quer a TI consideraram que esta taxa deveria aplicar-se em 2010 e, nesse contexto, que é razoável onerar os munícipes, por ser fundamental para as finanças do Município (conclusão minha).
Esta taxa já foi, em anos transactos, aprovada pela maioria do PSD.
Até hoje nunca o Presidente da Câmara soube explicar quais as expectativas de receita que esta taxa traz ao Município e mais, nunca soube informar sobre quais os valores recebido dos operadores de comunicações ou quais os valores que o Município deveria ter recebido desses operadores e não recebeu.
Se bem me lembro, chegou mesmo a informar que os operadores de comunicações nunca tinham transferido nada para a autarquia, embora o tivessem cobrado aos utentes.
Informou agora que parece haver cerca de 3 € para receber (não me enganei, foram mesmo cerca de 3 € (seiscentos escudos em dinheiro antigo))!...
Como a história prova esta taxa serve para onerar os munícipes de Castelo de Vide e para gerar receitas para os operadores de comunicações fixas.
Para as finanças do Município é que ela não tem qualquer utilidade!
No entanto a Assembleia Municipal achou por bem aprovar mais esta taxa.
Por unanimidade!...
Alguém me consegue explicar no que é que aquelas dezanove alminhas, que supostamente nos representam a todos, estavam a pensar na hora da votação?

9 de janeiro de 2010

Comentadores políticos e Politólogos

Nos últimos anos assistiu-se ao aparecimento de uma nova classe: os comentadores políticos e politólogos.
Começou com o Prof. Marcelo e, a partir daí foi um ver se te avias.
Nada tenho contra a classe e muito menos contra as opiniões individuais de cada um destes senhores, só que, com o passar do tempo, muitos deles deixaram de emitir opiniões e análises, passando a enunciar verdades absolutas e indiscutíveis sobre as quais o comum dos mortais deve pura e simplesmente dizer ámen. - eles sabem o que é bom, o que é mau, o que se deve fazer e o que não se deve fazer.
Como em tempos alguém afirmou de forma muito infeliz “…não têm duvidas e raramente se enganam…”.
E aí o Zé Povinho deve desconfiar.
Para mais quando, no meu entender, a selecção pelos meios de comunicação social desta rapaziada deixa muito a desejar relativamente à equidade, equilíbrio e representação do tecido social português.
É muito difícil de compreender que, num País sociologicamente de esquerda, o posicionamento destes “comentadores político” e “politólogos” que nos são impingidos pelos diversos meios de comunicação social (rádio, televisão e imprensa escrita) caia tão claramente para a direita.
Referindo só os mais mediáticos e publicitados (por ordem alfabética, para não ferir susceptibilidades) vêm logo à baila nomes como Alfredo Barroso, Ana Sá Lopes, Antonio Costa, António Lobo Xavier, Antonio Vitorino, Bettencourt Resende, Carlos Abreu Amorim, Carlos Magno, Clara Ferreira Alves, Constança Cunha e Sá, Daniel Oliveira, Emídio Rangel, Fernanda Câncio, Francisco José Viegas, Joana Amaral Dias, Luis Delgado, Marcelo Rebelo de Sousa, Maria João Avilez, Medina Carreira, Miguel Sousa Tavares, Nicolau Santos, Pacheco Pereira, Pedro Marques Lobo, Ricardo Costa, Vasco Pulido Valente ou Vicente Jorge Silva.
Faça-se agora um exercício de posicionamento político destes senhores, tendo em conta as posições que regularmente tomam e veja-se a que conclusão se chega.
Já pensaram nisto?
Eu já tirei as minhas há muito tempo, e os meus amigos?

Lampião (1)

Limpinho e sem espinhas.
O Glorioso ganhou ao Porto e só faltou que a vitória fosse mais expressiva, tendo em conta o que se passou na Catedral e a evidente e clara supremacia do Glorioso no jogo - um só golo foi pouco.
Pela primeira vez, de há alguns anos a esta parte, o Glorioso jogou como é habitual no Porto e o Porto parecia o Benfica de Quique ou Camacho a jogar.
O que faz alguma confusão é ouvir os muitos “especialistas” e “comentadores” passarem horas a discutir o possível fora de jogo do Urreta, a possibilidade do penalty do Peixoto sobre o Hulk ou se a bola bateu ou não na mão do Cardoso quando, os dois lances sobre os quais não há qualquer duvida ou discussão é o penalty perdoado ao Porto por mão do Rodriguez e a expulsão do mesmo jogador por claro jogo violento sobre o Javi Garcia.
Sintomático da transparência e imparcialidade desta malta.
Depois venham cá falar em “branqueamento” de lances a favor do Glorioso ou que o Glorioso anda a ser levado ao colo.
Para terminar, David Luis: um gigante!...

7 de janeiro de 2010

Discos (1)

Dark Side of the Moon, oitavo álbum de estúdio dos Pink Floyd, editado em 1973 é considerado pela maioria dos críticos e fãs como a obra-prima da banda.
O álbum foi, à época, um marco do rock progressivo sendo considerado uma ponte entre o blues rock clássico e a nova música electrónica.
São no entanto os tons suaves e as nuances líricas e musicais que fazem deste álbum uma obra à parte.
Canções como “Breathe”, "Time", "Money" ou “Us and Them” fazem parte integrante da cultura de mais do que uma geração.
Nos EUA, Dark Side of the Moon é o 18º álbum mais vendido de sempre, tendo permanecido 740 semanas nas tabelas da Billboard Magazine e permanecendo, no seu período mais longo, 591 semanas consecutivas nelas.

Recursos qualificados

A Carmo é funcionária da Câmara Municipal de Castelo de Vide, possui uma licenciatura, uma pós-graduação e vários cursos de formação (e julgo não serem estas competências muito frequentes nos trabalhadores da nossa autarquia).
A Carmo coordenou, nos últimos 8 anos, os serviços da Biblioteca Municipal.
Que eu saiba sem qualquer tipo de reparo, reserva ou critica por parte da sua entidade patronal.
No âmbito de uma “reestruturação” que ainda ninguém entendeu foi, logo a seguir às eleições autárquicas, transferida para a Sinagoga.
Supostamente para trabalhar num “projecto” que ninguém conhece e sobre o qual pouco ou nada se sabe.
Hoje em dia, na Sinagoga, a Carmo abre a porta, fecha a porta, não tem secretária, não tem telefone, não tem computador, não tem nada.
Abençoada organização que pode assim “prescindir” das competências de um dos seus quadros mais qualificados.
Como é óbvio uma pergunta fica no ar: será que esta “transferência” teve alguma coisa a ver com o facto de a Carmo ser esposa do João Augusto?

4 de janeiro de 2010

É preciso transparência (nos outros!...)

Uma das primeiras decisões do novo Executivo de Castelo de Vide foi decidir (com os votos contra dos Vereadores do PS) que as sessões públicas do Executivo se reduziam para uma (desde os tempos imemoriais todas as reuniões do Executivo eram publicas).
Quando todo o mundo e especialmente o PSD falam de transparência e de clareza esta decisão é, no mínimo, incompreensível.
É demonstrativa de uma forma de estar na política e de uma vontade (falta dela!) de ser transparente e escrutinado nos fóruns onde se deve estar disponível e responder, politicamente, pelo que se faz ou não, pelas decisões que se tomam (ou não) e que influenciam a vida de todos nós em Castelo de Vide.
É sempre mais fácil ser sujeito a este escrutínio na petiscada com os amigos ou numa qualquer tasca, do que ser confrontado com questões incómodas numa sessão pública da qual, ainda por cima, se lavra uma acta.
Enfim, sem querer ser mau, explicações só encontro uma: poupar o Ribeiro à exposição quinzenal das suas manifestações públicas de rezinguice, má educação, incompetência e falta de capacidade de esclarecer quem o questiona (na maioria das vezes por nem conseguir perceber a pergunta!...).
Claramente, a asfixia e claustrofobia democrática tão badalada pelo PSD tem-se instalado, paulatinamente, em Castelo de Vide e domina a gestão autárquica da nossa terra.
Pergunte-se ao Pacheco Pereira, à Manuela Ferreira Leite, ao Aguiar Branco, ao Zé Manel Fernandes e aos outros grandes paladinos da transparência, da clareza e da democracia (quando exigida aos outros!...) o que pensam desta decisão do Ribeiro!...

3 de janeiro de 2010

Penso, logo existo (Cogito, ergo sum)

Cogito, ergo sum (penso, logo existo) é uma conclusão do filósofo e matemático francês René Descartes que a enuncia após duvidar de sua própria existência, mas a comprova ao ver que pode pensar e, se está sujeito à tal condição, deve de alguma forma existir.
Descartes pretendia fundamentar o conhecimento humano em bases sólidas e seguras (em comparação com as fundamentações do conhecimento medievais).
Para tanto, questionou e colocou em dúvida todo o conhecimento aceite como correcto e verdadeiro (utilizando-se assim do cepticismo como método, sem, no entanto, assumir uma posição céptica).
Ao pôr em dúvida todo o conhecimento que julgava ter, concluiu que apenas poderia ter certeza que duvidava.
Se duvidava, necessariamente então também pensava, e se pensava necessariamente existia (sinteticamente: se duvido, penso; se penso, existo).
Por meio de um complexo raciocínio baseado em premissas e conclusões logicamente necessárias, Descartes concluiu que podia ter certeza de que existia porque pensava.
Apesar de Descartes ter usado um raciocínio semelhante ao silogismo aristotélico, a ideia de Descartes era anunciar a verdade primeira "eu existo" de onde surge todo o desejo pelo conhecimento.
A frase "Cogito, ergo sum" aparece na tradução latina do trabalho escrito por Descartes, “Discours de la Méthode” (1637), escrito originariamente em francês e traduzido para latim anos mais tarde.
(Wikipédia)