
Nos últimos anos assistiu-se ao aparecimento de uma nova classe: os comentadores políticos e politólogos.
Começou com o Prof. Marcelo e, a partir daí foi um ver se te avias.
Nada tenho contra a classe e muito menos contra as opiniões individuais de cada um destes senhores, só que, com o passar do tempo, muitos deles deixaram de emitir opiniões e análises, passando a enunciar verdades absolutas e indiscutíveis sobre as quais o comum dos mortais deve pura e simplesmente dizer ámen. - eles sabem o que é bom, o que é mau, o que se deve fazer e o que não se deve fazer.
Como em tempos alguém afirmou de forma muito infeliz
“…não têm duvidas e raramente se enganam…”.
E aí o Zé Povinho deve desconfiar.
Para mais quando, no meu entender, a selecção pelos meios de comunicação social desta rapaziada deixa muito a desejar relativamente à equidade, equilíbrio e representação do tecido social português.
É muito difícil de compreender que, num País sociologicamente de esquerda, o posicionamento destes “comentadores político” e “politólogos” que nos são impingidos pelos diversos meios de comunicação social (rádio, televisão e imprensa escrita) caia tão claramente para a direita.
Referindo só os mais mediáticos e publicitados (por ordem alfabética, para não ferir susceptibilidades) vêm logo à baila nomes como Alfredo Barroso, Ana Sá Lopes, Antonio Costa, António Lobo Xavier, Antonio Vitorino, Bettencourt Resende, Carlos Abreu Amorim, Carlos Magno, Clara Ferreira Alves, Constança Cunha e Sá, Daniel Oliveira, Emídio Rangel, Fernanda Câncio, Francisco José Viegas, Joana Amaral Dias, Luis Delgado, Marcelo Rebelo de Sousa, Maria João Avilez, Medina Carreira, Miguel Sousa Tavares, Nicolau Santos, Pacheco Pereira, Pedro Marques Lobo, Ricardo Costa, Vasco Pulido Valente ou Vicente Jorge Silva.
Faça-se agora um exercício de posicionamento político destes senhores, tendo em conta as posições que regularmente tomam e veja-se a que conclusão se chega.
Já pensaram nisto?
Eu já tirei as minhas há muito tempo, e os meus amigos?